segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Madrinha


Não sou católica. Nunca vou ser. Não fiz primeira comunhão, nem crisma. Fui batizada porque tinha 6 meses de vida quando isso aconteceu e não pude dar a minha opinião. Embora não siga a religião, respeito tudo o que ela prega.

Um dia uma amiga católica me explicou qual o sentido de escolher os padrinhos de casamento, batismo ou crisma. Ela disse que são pessoas especiais que a gente gosta muito e que gostaria de contar com eles em ocasiões especiais da nossa vida.

Por esse motivo, me enchi de felicidade quando fui convidada para ser madrinha de crisma do filho da minha prima. A única vez em que fui convidada pra apadrinhar alguém fui “gentilmente desconvidada” na última hora por motivos que não serão explicados neste blog.

A verdade é que essa experiência me fez olhar com outros olhos uma religião que nunca segui. A cerimônia foi simples, numa missa. O papel do padrinho de crisma é acompanhar o afilhado até o bispo para que ele receba a benção. Nada demais. Mas ter sido escolhida significou muito para mim. Estou adorando a ideia de ter um afilhado!

É mais um laço que me une a uma família que já fazia parte da minha vida e que agora faz mais ainda. É bom demais saber que as pessoas ainda se comportam de maneira especial com você, mesmo morando muito, muito longe. Mesmo que o tempo passe, que várias coisas aconteçam, quero crer que os laços familiares sempre falarão mais alto no nosso caso.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Ai o Mestrado...

Eu, no cavalo, lutando contra o "monstro" do Mestrado

Comecei a estudar para enfrentar o processo seletivo do mestrado em literatura da UFMS. Minha vida agora é só análise narrativa, Aurélia Camargo, José de Alencar, Literatura e Sociedade e mais uma penca de textos que eu ainda nem li.


Me arrependo de não ter feito isso a mais tempo, quando estava fresquinha saindo da faculdade. Tem dias que eu até me arrependo de ter feito jornalismo, tamanhas as dificuldades que tenho passado com esta função.

Para me consolar eu me apego a frases de efeito, colocadas nos MNS da vida: “tudo a seu tempo”. E o meu tempo, quando vai ser? Quando estava na faculdade achava que mestrado era coisa de doido, que tinha que acender vela na encruzilhada e matar galinha preta pra passar. É por que ainda ninguém me falou se funciona, mas se comprovar... olha eu matando galinha por aí!

O fato é que não dá mais pra esperar. Me formei há seis anos. Há três eu lido com adoráveis alunos (ironia sim senhores) em sala de aula. E vou confessar: adoro. Adoro mais do que estar em redação lotada de gente mal humorada.

Adoro mais do que ter que ficar segurando o microfone para o entrevistado falar. Adoro mais do que ter que esperar o discurso acabar pra pegar palavra da pessoa mais importante do evento. Tem dias que eu acho que não sou mais jornalista, sou professora universitária e pronto.

Mas me faltam as ferramentas para que eu continue exercendo essa função. O mercado de trabalho taí, cheio de pessoas qualificadas, com mil cursos e graduações que eu nem sabia que existia. O jeito? É começar a nadar por que a água tá chegando perto do pescoço.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Gripe Empacada


É impressionante o que o clima pode fazer com você. Aqui em Três Lagoas já não chove há um tempão e os reflexos podem ser vistos por todo canto. Para mim, é como se uma nuvem de poeira pairasse sobre a cidade.


O resultado disso? Não há o que limpe e mantenha a minha casa limpa. Tirei um quilo de poeira da sala, mais um quilo me aguarda nos outros cômodos. A área da frente então, está que só por Deus. Limpo, cachorra suja, limpo, o vento suja.

Sem contar que o meu nariz escorrendo e a minha garganta raspando agradecem à falta de chuva. Parece uma gripe empacada: não paro de espirrar, o corpo dói, a garganta dói, mas não vem febre. Diga-se de passagem, ainda bem, mas queria que esse mal estar fosse embora logo. Fosse meu avô hipocondríaco, já tava indo no PAM, fazer inalação.