segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Gabriel ou Juliana?

Quando comecei a escrever para este blog minha intenção não era ficar tanto tempo sem postar textos. Queria muito ter mantido uma regularidade. Mas condições alheias às minhas vontades me impediram de fazer isso.  Só que recentemente descobri algo que me fez parar pra pensar, refletir e compartilhar com o mundo o novo momento da minha vida: vou ser mãe!

Sempre quis muito ser mãe. Desde criança. Eu brincava com as outras crianças tranquilamente, mas quando aparecia uma mulher com um nenê eu ficava hipnotizada, queria chegar perto, pegar, queria cuidar a todo custo. Acho que devo ter judiado das minhas primas quando era criança...

Em uma época não muito feliz de minha vida, cheguei a achar que ia ficar sozinha e que este sonho ficaria adormecido. Tive que colocar na cabeça que não ficaria frustrada se não fosse mãe. Mas admito que essa é a mais pura mentira. Minha vida não seria a mesma sem essa experiência.

Este ano de 2010 completei 30 anos imersa na mais profunda tristeza, com a sensação de que não havia realizado ainda nada do que tinha me proposto até essa idade. Já estava grávida e não sabia... Perdi a conta de quantos testes de gravidez eu já fiz nessa vida e todos eles deram negativo. Era um misto de tristeza e alívio que não tem tamanho. Quando de repente, por desencargo de consciência, só para desencanar e trazer a tona a menstruação, decidi fazer mais um. Em plena segunda feira, dia 8 de novembro, horas antes de uma prova, o exame deu positivo.

Dia seguinte, laboratório, pra confirmar o resultado. Beijos, abraços e choro ali no meio da rua mesmo. O meu sonho começou a se realizar. Depois veio o ultra-som. O coração já bate forte e o bebê está a coisa mais linda desse mundo. Sim por quê depois que fez xixi no palitinho e o resultado deu positivo, o sentimento de ser mãe é algo que invade a gente e não existe mais nada nesse mundo.

Estou feliz como nunca achei que ficaria na vida. Tenho uma certeza inquieta dentro de mim dizendo que vai ficar tudo bem e que ser mãe é o que faltava na minha vida. Recentemente me invadiu ainda a sensação de que esse bebê, embora tenha sido concebido, é claro, somente por mim e pelo Rafa, é um neném coletivo que deixou todo mundo feliz: o pessoal da faculdade, pais, mães, tios, primos, famílias e amigos estão envolvidas nesta gestação.

Esta semana ainda eu começo o pré-natal, talvez faça outro ultra-som. Por mim fazia todo dia! Os nomes já estão mais que escolhidos: se for menino  será Gabriel e se for menina Juliana.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Madrinha


Não sou católica. Nunca vou ser. Não fiz primeira comunhão, nem crisma. Fui batizada porque tinha 6 meses de vida quando isso aconteceu e não pude dar a minha opinião. Embora não siga a religião, respeito tudo o que ela prega.

Um dia uma amiga católica me explicou qual o sentido de escolher os padrinhos de casamento, batismo ou crisma. Ela disse que são pessoas especiais que a gente gosta muito e que gostaria de contar com eles em ocasiões especiais da nossa vida.

Por esse motivo, me enchi de felicidade quando fui convidada para ser madrinha de crisma do filho da minha prima. A única vez em que fui convidada pra apadrinhar alguém fui “gentilmente desconvidada” na última hora por motivos que não serão explicados neste blog.

A verdade é que essa experiência me fez olhar com outros olhos uma religião que nunca segui. A cerimônia foi simples, numa missa. O papel do padrinho de crisma é acompanhar o afilhado até o bispo para que ele receba a benção. Nada demais. Mas ter sido escolhida significou muito para mim. Estou adorando a ideia de ter um afilhado!

É mais um laço que me une a uma família que já fazia parte da minha vida e que agora faz mais ainda. É bom demais saber que as pessoas ainda se comportam de maneira especial com você, mesmo morando muito, muito longe. Mesmo que o tempo passe, que várias coisas aconteçam, quero crer que os laços familiares sempre falarão mais alto no nosso caso.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Ai o Mestrado...

Eu, no cavalo, lutando contra o "monstro" do Mestrado

Comecei a estudar para enfrentar o processo seletivo do mestrado em literatura da UFMS. Minha vida agora é só análise narrativa, Aurélia Camargo, José de Alencar, Literatura e Sociedade e mais uma penca de textos que eu ainda nem li.


Me arrependo de não ter feito isso a mais tempo, quando estava fresquinha saindo da faculdade. Tem dias que eu até me arrependo de ter feito jornalismo, tamanhas as dificuldades que tenho passado com esta função.

Para me consolar eu me apego a frases de efeito, colocadas nos MNS da vida: “tudo a seu tempo”. E o meu tempo, quando vai ser? Quando estava na faculdade achava que mestrado era coisa de doido, que tinha que acender vela na encruzilhada e matar galinha preta pra passar. É por que ainda ninguém me falou se funciona, mas se comprovar... olha eu matando galinha por aí!

O fato é que não dá mais pra esperar. Me formei há seis anos. Há três eu lido com adoráveis alunos (ironia sim senhores) em sala de aula. E vou confessar: adoro. Adoro mais do que estar em redação lotada de gente mal humorada.

Adoro mais do que ter que ficar segurando o microfone para o entrevistado falar. Adoro mais do que ter que esperar o discurso acabar pra pegar palavra da pessoa mais importante do evento. Tem dias que eu acho que não sou mais jornalista, sou professora universitária e pronto.

Mas me faltam as ferramentas para que eu continue exercendo essa função. O mercado de trabalho taí, cheio de pessoas qualificadas, com mil cursos e graduações que eu nem sabia que existia. O jeito? É começar a nadar por que a água tá chegando perto do pescoço.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Gripe Empacada


É impressionante o que o clima pode fazer com você. Aqui em Três Lagoas já não chove há um tempão e os reflexos podem ser vistos por todo canto. Para mim, é como se uma nuvem de poeira pairasse sobre a cidade.


O resultado disso? Não há o que limpe e mantenha a minha casa limpa. Tirei um quilo de poeira da sala, mais um quilo me aguarda nos outros cômodos. A área da frente então, está que só por Deus. Limpo, cachorra suja, limpo, o vento suja.

Sem contar que o meu nariz escorrendo e a minha garganta raspando agradecem à falta de chuva. Parece uma gripe empacada: não paro de espirrar, o corpo dói, a garganta dói, mas não vem febre. Diga-se de passagem, ainda bem, mas queria que esse mal estar fosse embora logo. Fosse meu avô hipocondríaco, já tava indo no PAM, fazer inalação.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Ah, o calor!!!


Está chegando aquela época do ano em que eu me sinto péssima todos os dias: o calor. Tá bem, Três Lagoas não tem frio, nunca teve, mas só de desligar o ar condicionado para mim já era uma coisa boa. Agora, tudo parece que vai piorar...


Os primeiros sintomas já começaram: vontade de tomar banho de manhã. Nada contra quem faça isso, mas pra mim nunca rolou. Mudei meus hábitos quando vim para Três Lagoas. Acho que nunca vou me acostumar.

Segundo sintoma: marca da roupa. Saí de moto a rua e voltei com a marca do vestido. Calma, moçada, não vou andar por aí de biquini só pra pagar a tal da marquinha! Sou louca, mas não chega a tanto.

O pior é que o corpo cansa, a mente cansa com esse calor. Logo que eu e marido casamos, não tínhamos ar condicionado. Daí, dormir era um ritual que só por Deus! A gente molhava o lençol, pendurava uma toalha ensopada na cabeceira da cama, abria janela e porta, ligava dois ventiladores, tomava banho e dormia, sem se secar. Tudo isso se repetia de madrugada, quando já estava tudo seco.

Hoje em dia também, não passo mais por isso. Marido e eu suamos a camisa para comprar um ar condicionado, mas valeu a pena, cada centavo, cada prestação. É um conforto que nos damos de presente sem pensar que o mundo ia achar que a gente era metido, que era pobre com mania de rico. Só um detalhe: nada contra ser pobre, mas se eu pudesse escolher, seria rica sim, ora essa!

É verdade, saiu do quarto, o inferno tá lá, mas o importante para nós mesmo era dormir bem. Como o modelo é split, beeeeeem mais econômico, a conta de luz não pesa no final do mês. Aqui queridos, com tanta lagoa e rio que nunca acaba, ar condicionado não é artigo de luxo!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Fim de semana magro

Fim de semana magro


Completei uma semana de regime e exercícios. Não faltei nenhum dia na aula de boxe, não tomei refrigerante, nem comi fritura. É chupei uma balinha, mas isso eu me dei o direito. Mas o mais difícil desse arroxo alimentar é passar o final de semana.

Antes, era sagrado: sexta passa no mercado, compra coisa pronta, com bastaaaante corante, conservante, acidulante, pra fritar e comer. Tudo isso acompanhado de, é claro, muito refrigerante. Agora já era. Marido percebeu, mas ele não saiu pra comprar, então fiquei na minha.

Estou sentindo falta da cerveja, que também fazia parte do final de semana, ou ainda do meio dela, mas a minha vontade está sendo superada pela minha necessidade de emagrecer. Quando penso em chocolate, lembro dos meus vestidos vermelhos e sigo em frente sem cair em tentação.

Minha mente vai longe e a minha metade mulher já quer cortar o cabelo pra parecer mais diferente, quer comprar roupas, mas as minhas contas de cartão de crédito dizem que agora ainda não está na hora. Diante disso, mantive a classe e não gastei.

Continuo com um orgulho danado de mim mesma, quando visto a minha boa e velha e feia calça preta que agora está caindo, mas que ainda preciso usar, por que não vou comprar. Já tenho duas outras calças na reta, esperando para serem vestidas.

Confesso: minha mudança alimentar não é 100% natural. Estou tomando remédio para combater ansiedade e o desespero pela comida, mas o ânimo e a força de vontade são por minha conta.

Não vejo problemas em tomar remédio pra emagrecer, dependendo do remédio e sempre com orientação médica. É química sim, mas existe pra melhorar algo que está errado em você, ou que você não goste. É por isso que faço uso.

Por essas e outras é que o cardápio do final de semana será sem refrigerante, com bastante peito de peru defumado, frango, salada e poucos carboidratos. Nos próximos posts eu arrisco colocar umas receitinhas lights pra vocês!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Eles também sofrem



O que eu vou escrever agora, não é nem de longe uma descoberta maravilhosa, mas recentemente tive contato com um amigo que está numa situação delicada e decidi postar algumas linhas sobre isso. Vocês sabiam que os homens também sofrem por amor?


Pois é gentem, eles sofrem igual a gente, falam coisas como a gente e são até meio bestas como a gente também. É claro que no fundo eu sempre soube que nenhum homem é feito só de pedra, mas até antes de me casar, já tinha sofrido tanto que cheguei a julgar que os exemplares do sexo oposto não tinham sequer coração.

Me enganei. Redondamente. Esse amigo está num rolo sem tamanho. Namorou uma menina que trabalha com ele*. O namoro acabou, a menina me parece um pouco imatura e tá naquele chove e não molha: fica com ele, liga num dia, não liga no outro, sai com as amigas e não sabe se quer voltar.

Eu e meu maridíssimo demos milhões de conselhos pra ele. E... nada. Até por que não adianta, quem tem que colocar um ponto final na estória, é ele. Já falamos isso pra ele também. Longe de mim achar graça dessa situação, por que ele tá sofrendo mesmo. Mas foi engraçado poder observar como ele está lidando com isso.

Até mesmo as expressões, as dúvidas e encanações são iguais as das mulheres. O remédio pra isso, também é o mesmo para todo mundo. Chá de tempo e paciência, misturado com uma pitada de auto estima e algumas cervejas para afogar as mágoas.

NOTA* Se você leu esse blog, está afim da menina ou do carinha que trabalha junto contigo, pare agora, ou largue o emprego. Essa é a maior barca furada do mundo!

Nós, os professores

Eu, Camila e Luciana

Sempre quis trabalhar em um lugar onde todas as pessoas fossem minhas amigas. Onde nunca tivesse briga e discussão e nem competição boba entre os funcionários. Sonho meu que nunca se realizou. Muitas vezes até porque EU era a causadora das brigas.

Tá eu sei, é uma vergonha admitir isso, mas faço sempre esse exercício de reflexão para que não me meta nunca mais em encrencas deste tipo. O fato é que meu temperamento difícil, aliado a um estopim curto, junto com algumas coisas que eu não concordava, já resultou em palavrões e outras frases “maravilhosas” que não ousaria dizer por aqui.

Em fim, apesar de nunca ter trabalhado nesse lugar dos sonhos, sou uma feliz professora universitária que está muito bem com o ambiente de trabalho em que está. Esse ano conheci mais professores, de outras áreas e a gente sempre bate papo na hora do intervalo.

A sala dos professores, com exceção da figura de uma pessoa na frente explicando alguma coisa, é semelhante a uma sala de aula. Os educadores procuram os outros do mesmo curso para conversarem sobre as aulas, sobre cursos de extensão, ou então sobre coisas a toa.

Comigo não foi diferente. Houve anos em que eu e mais 3 professoras do curso de comunicação (Claudia, Ana Rita e Cintia) sentávamos sempre no mesmo lugar e tagarelávamos um monte entre uma aula e outra. Acabamos ficando amigas dentro e fora da faculdade, como acontece com os alunos.

No ano passado tive a feliz experiência de me aproximar de outras duas professoras do curso: Camila e Luciana. Eu já conhecia a Camila, devido ao seu trabalho na imprensa em Três Lagoas. Até então a Lu era só uma professora com cara de poucos amigos que sentava sempre na ponta da mesa e não falava com ninguém.

Só mais tarde eu descobri que ela queria que as pessoas falassem com ela, e que ficava quietinha porque não conhecia ninguém. Um belo dia, numa festa junina, descobri que ela era legal, daí não saí mais do pé dela, coitada.

Hoje em dia os professores se misturam mais, pelo menos eu converso com pessoas de cursos variados, que tem muitas coisas pra acrescentar. Não pensem os alunos que nós discutimos aula durante todos os minutos do nosso tempo de folga. Falamos bobeira sim, é saudável, depois de uma hora explicando coisas eruditas demais.

Quando a gente se encontra fora da faculdade então, é só alegria, a gente ri a beça e sempre marca um próximo encontro. Esse lugar não é como nos meus sonhos, mas, falando sério, tá muito bom!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Mais um Passo

Dei mais um passo em direção a minha vida melhor. Depois de muita vergonha de ir à uma academia, comecei a fazer aulas de boxe. Não foi fácil, nenhum pouco, mas foi muito gratificante ao mesmo tempo.


Quando cheguei o professor mandou dar aquela corridinha básica em volta da sala. Quando parou eu já queria ir embora. Foi aí que eu percebi o meu condicionamento físico de tartaruga. As pernas já doíam. O restante da aula foi mais divertido, exceto pelos abdominais, que eu já nem lembrava como fazer. E o tal do polichinelo então?

O mais divertido foram os socos, é claro. Coloquei as luvas e me senti o próprio Rocky Balboa. Até a musiquinha clássica do filme tocou nos meus ouvidos. Saí de lá com a alma lavada de suor e orgulhosa por ter perdido a vergonha de fazer exercícios.

Não dá pra explicar direito, mas até agora, quando ia nas academias, todas as mulheres sempre estavam mais magras e bonitas que eu. Até na hora dos exercícios, elas faziam com classe, alongavam mais do que eu. A única que estava ali sofrendo, suando, acima do peso, era eu!.

Ontem não me importei com isso. Havia mulheres sim, mais bonitas sim, mais magras sim, mas eu não me importei. Vesti o tênis, a calça de suplex, uma camiseta e fui suar à vontade. Que venham as próximas aulas. Como o meu temperamento nada fácil de lidar, já tenho uma lista de pessoas nas quais vou pensar quando estiver dando socos! Vai encarar?

Consciência Ambiental

Há algumas semanas escrevi uma matéria sobre alguns projetos ambientais para saber se eles estão ou não funcionando em Três Lagoas. Nunca fui muito ligada nos problemas do planeta, mas algumas propostas são bem interessantes se pensarmos bem. Outras no entanto, ainda precisam ser revistas.


Para aderir à onda da consciência ambiental, resolvi comprar uma ecobag no supermercado onde faço as compras da casa mensalmente. Custou baratinho e no primeiro dia me senti orgulhosa de tê-la usado. Só que quando voltei ao mercado, esqueci de levá-la… E depois esqueci de novo.

Por que, convenhamos, é mais simples usar sacolinha de plástico. Em casa ela tem mil e uma utilidades. Além de embalar os lixos do banheiro, da cozinha e da casa de modo geral, ainda serve para colocar as “obras de arte” que a Adora faz todos os dias pela manhã.

Por esse motivo é que eu andei coletando sacolinhas, não só no mercado, mas na padaria também.

Daí resolvi forçar a cachola e tentar usar a ecobag novamente. Foi impressionante, os pensamentos vieram como num ciclo ecológico. Uso ecobag – fico com menos sacolinha de plástico – produzo menos lixo – pra precisar de menos sacolinha. Não é o máximo?

Hoje em dia, todo e qualquer tipo de papel (do pão da padaria, da mortadela, do jornal velho, etc) é “reciclado” com as obras da Adora. Os lixos que não estão em sacolinhas de plástico, também podem entrar no papel, ou então em sacos maiores de lixo, ou ainda no plástico que envolve o pão de forma, ou veio junto com qualquer outra coisa.

Ainda continuo produzindo bastante lixo, mas a ecobag mexeu comigo de um jeito que eu gostei. Falta ainda achar um destino para os milhares de outros utensílios que também são de plástico e ajudam, mas também atrapalham a nossa vida.

Vá se ferrar!

Quero dedicar este post a todas aquelas pessoas que vez ou outra se reservam o direito de falar palavrão em determinadas situações ou para determinadas pessoas. Por que eu acredito que nem tudo pode ser resolvido na base da conversa amiga e sincera com o coração aberto.


Tem dias e horas que a gente quer mais é que o mundo se dane, que os colegas de trabalho vão para a puta que pariu, que aquela pessoa que te fechou no trânsito vá pro diabo! E eu defendo o meu direito de me expressar desta forma. De vez em quando, é claro.

Daí eu fiquei me lembrando de quando falar palavrão, até pra mim, era coisa do capeta, por que “mulher não deve falar porque é feio”. Mas a verdade é que o universo sempre me pareceu inspirador naqueles momentos em que a única solução é dizer foda-se!

Sempre tive uma queda por uma infinidade de músicas que nos levam a cantar as dores de uma maneira um tanto quanto mais bonita. Não, não chega a doer menos, só fica mais bonita mesmo. Um exemplo disso é Olhos nos Olhos, de Chico Buarque. Qual mulher não gostaria de dizer um dia estes versos: “Olhos nos olhos, quero ver o que você faz, ao sentir que sem você eu passo bem demais!” E também em outro trecho da música: “Quero ver como suporta me ver tão feliz!”

Outro hit mais histérico, mas também muito bom é Oughta Know da Alanis Morrissete. Essa é beeeeem mais ousada e não serve para uma professora de inglês ensinar aos alunos. Mas é bem legal poder dizer: “Estou aqui para te lembrar da bagunça que você deixou quando foi embora!”

Resolvi escrever sobre esse assunto porque recentemente, assistindo ao seriado Glee, a personagem Rachel, cantou para Finn a música Gives you hell, da banda All Americans Rejects.

Me perdoem aqueles que acham que tudo pode ser resolvido com calma, que o tempo é o senhor dos remédios, que não falar é melhor que falar, em fim, que sempre tem uma boa desculpa na ponta da língua para não agir com grosseria.

Essa postura minha de, às vezes, mandar os problemas às favas, faz parte do jeitinho “Daniela Galli” de ser. Nem todos são assim, eu sei e tenho plena consciência de que é difícil lidar com gente deste jeito.

O que eu defendo na verdade é o direito de se expressar com mais leveza, mais naturalidade, nem que para isso seja preciso falar um palavrão. Ou então, mande uma dessas músicas que eu falei, para aquela pessoa que te magoou, ou te passou a perna. Ah você não gostou? “Hope it gives you hell!” Brincadeirinha…rs…

Encarar a Realidade



Fui ao médico. Pra ouvir tudo aquilo que eu já sabia, mas que teimava em não adentrar os meus ouvidos. Não foi nada legal. “Frequento” consultórios regularmente há pelo menos oito anos, mas confesso que desta última vez relutei em marcar a consulta.


O fato é que ir ao médico significou bater de frente com tudo aquilo que eu evitava ao máximo: encarar a realidade, parar de comer, emagrecer, em fim, cuidar um pouco mais de mim.

É claro que eu tenho saudade de quando todas as roupas serviam perfeitamente, quando um pedaço de bolo de chocolate não causava culpa nenhuma, quando comprar roupas era mais diversão do que obrigação.

Mesmo assim, ainda tenho dúvidas se vou ou não conseguir abrir mão da vida fácil que o refrigerante e o salgado da cantina me proporcionam. Tá, é uma questão de saúde, principalmente para quem deseja engravidar como eu, mas tá difícil assimilar isso.

Vou ter que pedir ajuda aos céus para dar os próximos passos. Não sei nos próximos dias, mas hoje, tenho minhas dúvidas se vou conseguir…

Amo Muito!


Sonhei que a minha vó Tereza, mãe da minha mãe. Quis o destino que ela fosse embora há quatro anos e até hoje parece que de alguma forma ainda sinto a presença dela.


Ter avó presente e atuante em boa parte da vida é algo que eu recomendo para todas as pessoas de bom coração. É uma presença amiga, terna, carinhosa que vai estar pronta sempre que a gente precisar.

A mãe do meu pai, a vó Laura, era uma figura. Sempre sorridente , fazia as coisas com muito carinho. E cobrava atenção: de mim, do meu irmão, do meu pai, era um sarro. Um dia ela ligou na loja do meu pai às 3 da tarde para ele fechar tudo e vir pra casa por que ia chover! Ela se foi tão de repente que só mesmo em sonhos eu pude dizer a ela o tanto que eu a amava.

A vó Tereza era diferente. Mais lenta por causa de um problema no coração, ainda assim ela era especial. Não comia carne de porco, nem peixe, nem frango, nem isso, nem aquilo. Não gostava de barulho e tinha um neto preferido: meu irmão.

Já nasci sabendo disso e dele, eu não tinha ciúmes. Só dos outros cinco netos. Minha Vó foi uma das provas de como a ligação sanguinea é importante na nossa vida. Cuidaria dela quantas vezes fosse necessário.

Sua partida, já na terceira operação do coração, ainda hoje é sentida e lamentada por toda a nossa família. Mas eu tenho certeza de que, onde ela está, é melhor do que aqui.

Tenho certeza de que lá no céu, a Vó Tereza continua andando devagarzinho e deve reclamar quando os anjos fazem barulho demais. Já a Vó Laura deve está fazendo doces e vigiando a vida das “anjas” que moram na vizinhança.

Reencontro

Revi duas amigas de infância. Uma mora em Três Lagoas e a outra veio pra cá pra gente se reunir e botar a fofoca em dia. Pode até parecer sentimentalismo barato, mas sempre que revejo alguém que foi de certa forma importante na minha vida, começo a fazer algumas reflexões e lembrar de outra situações.


Foi muito bom ouvir falar da vida delas, o que elas tem feito na profissão, como estão na vida amorosa, quase igual como a gente fazia quando era adolescente. Passamos boa parte de nossas vidas juntas, fazendo bagunça uma na casa da outra, saindo à noite, paquerando e dividindo as alegrias de ser adolescente.

Reencontrá-las me fez pensar em outras amigas que eu já tive e que por um motivo ou outro se deixaram perder pelo caminho. Algumas por escolha minha, outras por escolha delas. A maneira como uma dessas amigas saiu da minha vida é algo que me atormenta dia e noite, mesmo muito tempo depois.

Não, ela não morreu, apenas fez uma escolha na qual a nossa amizade foi considerada algo sem importância e que poderia ser completamente descartado. Por mais que eu soubesse que um dia isso ia acontecer, como aconteceram outras coisas que eu previ no nosso relacionamento, ainda sofro com a partida dela.

Alterno sonhos em que estamos conversando animadamente com outros em que a estou agredindo violentamente, ofendendo. Não estou pronta pra encontrar com ela em nenhuma circunstância. Maturidade emocional não é o meu forte nessas horas.

Mas também não posse deixar de falar daquelas que aidna fazem parte da minha vida e que mesmo distantes, não deixam de falar comigo. Seja no sul do Brasil ou no norte do Estado, elas estão sempre ali a um e-mail ou uma mensagem offline no MSN de distância.

É uma relação mais madura, a gente conversa coisa de gente grande e tem hora que ainda falamos com voz de criança. Mas quando a gente se encontra, 24 horas são poucas pra falar tudo o que a gente quer.

Eternamente Responsável

Assisti um episódio de Bones, uma das minhas séries favoritas que passa na Fox. A Dra Brennan debatia com seu parceiro Booth o fato de ele ter selado um contrato social com a mulher com quem estava se relacionando naquele período.


É claro, que, dentro de toda a racionalidade da antropóloga forense, ela quis dizer que Booth tinha algo sério com a tal moça. Daí o que me fez pensar, será que todo mundo sabe o que é isso?

Sim por que todos devem tomar cuidado com o que falam, por que as pessoas acreditam em você. Não basta simplesmente se relacionar com alguém e esperar que a pessoa não se envolva, como você não pretende se envolver.

E isso é mais sério do que a gente pensa. Chamar uma mulher pra sair, por exemplo, é algo que muda totalmente a rotina dela. Se ela não tiver uma roupa adequada (e acredite, nós nunca temos) vai ter que sair pra comprar.

Depois disso, vai fazer as unhas, se der, o cabelo também, vai se maquiar e isso demanda tempo. O que os homens realmente não entendem quando algum deles diz que vai ligar no dia seguinte e… a gente já sabe o que acontece.

Tinha uma amiga (digo “tinha” não por que ela morreu, mas por que não é mais minha amiga) que perguntava aos rapazes. “Não prefere o telefone da pizzaria? Pra quê dar o meu número se não vai ligar?”

Selar contratos sociais vai além da suas intenções com a pessoa. O ideal é ver quais são as intenções dela também. Se todos pensassem assim, o mundo seria privado de muito sofrimento. Sou a favor daquela famosa frase de Antoine de Saint Exupéry: “Torna-te eternamente responsável por aquilo que cativas”.

TPM

Acredito que há muitas coisas que as mulheres não sabem sobre os homens, mas há muito mais coisa que os homens não sabem sobre as mulheres. Ou se sabem, não encontram maneiras de lidar com isso.


Uma dessas coisas é a TPM. Gente, é um problema de saúde, uma coisa louca que vem dentro da gente, incontrolável, com todos as letras que essa palavra significa. O sol não brilha, a televisão irrita, a voz do marido irrita, a secretária balançando a perna irrita demais da conta.

Não há o que fazer, o mundo me odeia, a única coisa que gosta de mim é o chocolate que eu compro pra poder aturar melhor esse período. Ah é claro, o meu ansiolítico sagrado! Sim por que eu acredito que, se há um remédio que faça a gente melhorar, é pra tomar com gosto.

Hoje é mais um dia daqueles. Não faço a menor ideia de quando vai vir a tal da menstruação, mas sei que está perto por causa da irritação que me sobe do estômago até a garganta. Não vejo a hora de chegar em casa, tomar aquele santo remedinho, deitar e só assistir o mundo explodir ao meu redor.

Um dia fiz uma matéria sobre TPM e um especialista me disse que a mulher tem que procurar nesse fazer período as coisas que mais gosta, sair com as amigas, relaxar e praticar exercícios, pq ajuda bastante a relaxar.

E homens, maridos, namorados, amantes, ficantes, amigos, patrões, por favor entendam: o bicho pega mesmo, nada do que dissermos deverá ser levado em consideração nessa fase. Paciência e consideração pode ser a chave para evitar qualquer tipo de aborrecimento. Fica a dica

Meio Homem

Eu e minha mãe travamos lutas homéricas desde quando eu era criança. De um lado, ela querendo me empetecar, colocar roupas cheias de babados e mil enfeites. Do outro, eu brigando para que todas as roupas que eu usasse fossem confortáveis.


No meio disso havia a filha de uma amiga da minha mãe que sempre foi tudo aquilo que minha mãe queria que eu fosse: magra, comportada, quieta e feminina. Perdi as contas de quantas comparações tive que engolir por conta disso.

O fato é que já disse anteriormente, não tenho todas aquelas manias que as mulheres têm. E nem toda aquela vaidade feminina. Gosto sim de me arrumar, de sair, de ficar bonita, mas nada muito exagerado. Nunca fui de brigar por roupa em liquidação lotada. E nem tive muitas peças de marcas famosas.

Daí que eu costumo falar que sou “meio homem”. Além, é claro, de fazer muitas coisas que seriam “serviços de homem”, como trocar plugs de tomada e a torneira da pia. Às vezes falo que o meu casamento é invertido. E eu acho que isso é uma tendência.

Todas as mulheres com as quais eu converso, contam história de como seus maridos querem amor, carinho, compreensão, sexo, alegria, companheirismo entre ouras coisas. Aí, a gente tem que dar conta de tudo isso depois de cuidar da casa, do trabalho número um, do trabalho número dois, dos freelas (que não deixam de ser um trabalho número três), da cachorra, da roupa, da comida, já cansei só de escrever.

Não estou reclamando do meu marido. O sucesso do nosso casamento é aceitar as nossas diferenças. Rafa foi a primeira pessoa da minha vida que me aceitou do jeito que eu sou e nunca me pediu pra mudar. O mínimo que eu posso fazer é retribuir.

Em contra partida, ele lava a louça beeeeem melhor do que eu, limpa o quintal, enfim, tem obrigações com a nossa casa, diferente do pai dele e do meu pai, que fazem as coisas só pra ajudar minha sogra ou minha mãe. Nem sempre foi assim.

Quando minha mãe achou que eu já tinha idade pra ajudá-la, tratou de me ensinar a lavar a louça. Me lembro de um outro dia em que ela me chamou na cozinha e disse: “hoje você vai aprender a fazer arroz”. Meu irmão, homem, ela não ensinou. Hoje em dia, meus caros, não dá mais para falar o que é serviço de homem e o que é de mulher.

Hoje cada um faz o que pode e a casa fica do jeito que dá. O trabalho está em primeiro lugar, tem que juntar dinheiro pra pagar as contas, pra ter uma vida confortável, pra comprar uma casa, um carro e muitas outras coisas. Mesmo que não haja mais diferença, quando me pego fazendo “coisa de homem” me sinto poderosa.

É uma sensação de conquista, de independência que, ainda que eu tivesse mil serviçais na minha casa, não deixaria de ter. Faz parte de mim, da minha pseudo auto suficiência, dentro das coisas que eu quero e sei fazer. É claro que isso não me impede de sonhar com o dia em que irão inventar uma máquina de lavar roupa que além de lavar, enxaguar e centrifugar, também coloca a roupa no varal, recolhe, dobra, passa e guarda.

Cama Turca


Nunca na vida achei que fosse gostar de decoração. É que não me considero 100% mulher daquelas que compra sapato toda semana e gasta horrores num salão de beleza. E decoração sempre esteve nesse kit “mulherzinha”.


Mas confesso: adoro ver sites de decoração. Nossa, é tanta coisa legal de ver, bacana de fazer, tantas idéias que eu fico louca só de pensar! Uma delas não agüentei e coloquei em prática meses depois que me casei com o Rafa.

Morávamos numa casa minúscula que tinha um quarto, sala e cozinha conjugada. Nem em sonhos caberia um jogo de sofás. Pois bem, queria comprar um sofá cama, para quando viessem as visitas, mas os preços eram proibitivos para o nosso orçamento em começo de vida juntos.

Foi quando eu vi na internet uma cama turca cheia de almofadas em cima. Cama turca é aquela que não tem cabeceira, como se fosse uma cama box e pode muito bem servir de sofá. Minha nossa senhora, encomendei uma no momento em que vi. Paguei R$200, pintada de branco.

Daí comprei algumas almofadas e matei minhas lombrigas com uma colcha indiana que comprei em seis vezes numa loja cara de decoração de Três Lagoas. Era o fim de ver televisão no quarto. Tudo de bom! Qualquer dia eu tiro uma foto do meu móvel sofá-cama, ou cama sofá se preferirem.

Acima está a foto que me inspirou nessa solução prática e barata na hora de preencher espaços da sala de casa. Espero que gostem.

Dia do Amigo

Acho que essa deve ser a milhonésima vez que tento começar a escrever postar tudo em um blog. Pensei em escrever sobre tudo, sobre nada, sobre coisa nenhuma e pensava que tinha que ser algo relevante pra sociedade, pq se não ninguém ia querer ler. Quis escrever sobre gravidez, mas não engravidei. Quis escrever sobre a minha relação com minha mãe, mas quem iria se interessar?


Daí decidi escrever assim mesmo, coisas que penso durante todo o dia e que pouca gente entenderia se eu falasse, mas que vale muito a pena escrever sobre elas. Uma delas é sobre o dia de hoje, 20 de julho, dia do amigo.

Demorei anos e anos pra entender que eu era uma pessoa de poucos amigos. Quer dizer, tinha minha turma enorme de adolescente sim, mas ao logo de toda a vida, apenas algumas poucas me acompanharam. E como boa escorpiana leal, fiel e sincera até debaixo d’água, sofri como um cão por causa da algumas delas. É, talvez as tenha feito sofrer também, quem é que sabe?

O fato é que, no dia 20 de julho do ano passado, reencontrei uma amiga minha de infância, aqui em Três Lagoas. Conversamos meia hora ou pouco mais que isso e parecia que o mundo tinha parado no momento em que perdemos o contato. Não brigamos nem nada, só nos afastamos e pronto. Coisas da vida.

Me lembrei de como era bom ir na casa dela, nadar na piscina comendo tirinhas de cenoura. Como era bom confidenciar segredos, sair para as baladas, rir a toa, beber, fumar escondido. Fico me perguntando: se éramos parecidas quando adolescentes, por que quando adultas não somos mais tão chegadas? Será que ficamos diferentes por acaso?

Esse ano, um dia antes do dia do amigo, eis que uma amiga, da mesma época dessa outra, me liga dizendo que está em Andradina e que a gente devia se encontrar. Me senti mal, por que já não nos vemos há anos e é ela sempre que me liga quando vem pra essas bandas… Que vergonha…

Em fim, essa outra amiga também é especial da mesma forma. Já tomamos porre juntas, confidenciamos segredos sobre os meninos, as baladas, as coisas mais fúteis e importantes da vida. Ela foi a primeira a casar da nossa turma e a primeira a colocar os pés na dura realidade da vida de casada, de dona de casa, de esposa, marida, ou tudo isso ao mesmo tempo. A admiro por isso.

Falar de amigos e amigas me renderiam um dia inteiro só escrevendo posts tristes, alegres, confusos, melancólicos etc. Mas quis escrever esse em homenagem às pessoas que passaram em minha vida e que de alguma maneira, deixaram algo para mim.