Acho que essa deve ser a milhonésima vez que tento começar a escrever postar tudo em um blog. Pensei em escrever sobre tudo, sobre nada, sobre coisa nenhuma e pensava que tinha que ser algo relevante pra sociedade, pq se não ninguém ia querer ler. Quis escrever sobre gravidez, mas não engravidei. Quis escrever sobre a minha relação com minha mãe, mas quem iria se interessar?
Daí decidi escrever assim mesmo, coisas que penso durante todo o dia e que pouca gente entenderia se eu falasse, mas que vale muito a pena escrever sobre elas. Uma delas é sobre o dia de hoje, 20 de julho, dia do amigo.
Demorei anos e anos pra entender que eu era uma pessoa de poucos amigos. Quer dizer, tinha minha turma enorme de adolescente sim, mas ao logo de toda a vida, apenas algumas poucas me acompanharam. E como boa escorpiana leal, fiel e sincera até debaixo d’água, sofri como um cão por causa da algumas delas. É, talvez as tenha feito sofrer também, quem é que sabe?
O fato é que, no dia 20 de julho do ano passado, reencontrei uma amiga minha de infância, aqui em Três Lagoas. Conversamos meia hora ou pouco mais que isso e parecia que o mundo tinha parado no momento em que perdemos o contato. Não brigamos nem nada, só nos afastamos e pronto. Coisas da vida.
Me lembrei de como era bom ir na casa dela, nadar na piscina comendo tirinhas de cenoura. Como era bom confidenciar segredos, sair para as baladas, rir a toa, beber, fumar escondido. Fico me perguntando: se éramos parecidas quando adolescentes, por que quando adultas não somos mais tão chegadas? Será que ficamos diferentes por acaso?
Esse ano, um dia antes do dia do amigo, eis que uma amiga, da mesma época dessa outra, me liga dizendo que está em Andradina e que a gente devia se encontrar. Me senti mal, por que já não nos vemos há anos e é ela sempre que me liga quando vem pra essas bandas… Que vergonha…
Em fim, essa outra amiga também é especial da mesma forma. Já tomamos porre juntas, confidenciamos segredos sobre os meninos, as baladas, as coisas mais fúteis e importantes da vida. Ela foi a primeira a casar da nossa turma e a primeira a colocar os pés na dura realidade da vida de casada, de dona de casa, de esposa, marida, ou tudo isso ao mesmo tempo. A admiro por isso.
Falar de amigos e amigas me renderiam um dia inteiro só escrevendo posts tristes, alegres, confusos, melancólicos etc. Mas quis escrever esse em homenagem às pessoas que passaram em minha vida e que de alguma maneira, deixaram algo para mim.
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