terça-feira, 17 de agosto de 2010
Amo Muito!
Sonhei que a minha vó Tereza, mãe da minha mãe. Quis o destino que ela fosse embora há quatro anos e até hoje parece que de alguma forma ainda sinto a presença dela.
Ter avó presente e atuante em boa parte da vida é algo que eu recomendo para todas as pessoas de bom coração. É uma presença amiga, terna, carinhosa que vai estar pronta sempre que a gente precisar.
A mãe do meu pai, a vó Laura, era uma figura. Sempre sorridente , fazia as coisas com muito carinho. E cobrava atenção: de mim, do meu irmão, do meu pai, era um sarro. Um dia ela ligou na loja do meu pai às 3 da tarde para ele fechar tudo e vir pra casa por que ia chover! Ela se foi tão de repente que só mesmo em sonhos eu pude dizer a ela o tanto que eu a amava.
A vó Tereza era diferente. Mais lenta por causa de um problema no coração, ainda assim ela era especial. Não comia carne de porco, nem peixe, nem frango, nem isso, nem aquilo. Não gostava de barulho e tinha um neto preferido: meu irmão.
Já nasci sabendo disso e dele, eu não tinha ciúmes. Só dos outros cinco netos. Minha Vó foi uma das provas de como a ligação sanguinea é importante na nossa vida. Cuidaria dela quantas vezes fosse necessário.
Sua partida, já na terceira operação do coração, ainda hoje é sentida e lamentada por toda a nossa família. Mas eu tenho certeza de que, onde ela está, é melhor do que aqui.
Tenho certeza de que lá no céu, a Vó Tereza continua andando devagarzinho e deve reclamar quando os anjos fazem barulho demais. Já a Vó Laura deve está fazendo doces e vigiando a vida das “anjas” que moram na vizinhança.
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