Revi duas amigas de infância. Uma mora em Três Lagoas e a outra veio pra cá pra gente se reunir e botar a fofoca em dia. Pode até parecer sentimentalismo barato, mas sempre que revejo alguém que foi de certa forma importante na minha vida, começo a fazer algumas reflexões e lembrar de outra situações.
Foi muito bom ouvir falar da vida delas, o que elas tem feito na profissão, como estão na vida amorosa, quase igual como a gente fazia quando era adolescente. Passamos boa parte de nossas vidas juntas, fazendo bagunça uma na casa da outra, saindo à noite, paquerando e dividindo as alegrias de ser adolescente.
Reencontrá-las me fez pensar em outras amigas que eu já tive e que por um motivo ou outro se deixaram perder pelo caminho. Algumas por escolha minha, outras por escolha delas. A maneira como uma dessas amigas saiu da minha vida é algo que me atormenta dia e noite, mesmo muito tempo depois.
Não, ela não morreu, apenas fez uma escolha na qual a nossa amizade foi considerada algo sem importância e que poderia ser completamente descartado. Por mais que eu soubesse que um dia isso ia acontecer, como aconteceram outras coisas que eu previ no nosso relacionamento, ainda sofro com a partida dela.
Alterno sonhos em que estamos conversando animadamente com outros em que a estou agredindo violentamente, ofendendo. Não estou pronta pra encontrar com ela em nenhuma circunstância. Maturidade emocional não é o meu forte nessas horas.
Mas também não posse deixar de falar daquelas que aidna fazem parte da minha vida e que mesmo distantes, não deixam de falar comigo. Seja no sul do Brasil ou no norte do Estado, elas estão sempre ali a um e-mail ou uma mensagem offline no MSN de distância.
É uma relação mais madura, a gente conversa coisa de gente grande e tem hora que ainda falamos com voz de criança. Mas quando a gente se encontra, 24 horas são poucas pra falar tudo o que a gente quer.

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