No último final de semana tive uma experiência agradável como há muito tempo não tinha: passei a tarde às voltas com grupos de adolescentes, falando sobre sexo, drogas, virgindade, paqueras, fofocas entre outros assuntos. Tudo isso para fazer uma matéria para a revista Criativa.
Minha primeira parada foi na casa da minha prima Beatriz. Hoje com 14 anos, ela foi a primeira pessoa em quem eu pensei para falar de adolescência. O mais legal foi que ela e as amigas me atenderam de prontidão, responderam tudo o que eu perguntei e no final da contas ainda comemos bolo de chocolate!
Bia e suas amigas são quietinhas, comportamento próprio da idade mesmo, mas gostei de ver que todas elas têm a cabeça no lugar, conversam com suas mães sobre sexo e tiram suas dúvidas a respeito disso. Pensam em futuro, em faculdade, em casamento.
Depois fui conversar com a Mariana, sobrinha da minha amiga Léia. Estava ela lá, cheia de vida, com o cabelo liso escorrido por conta de uma escova progressiva, as pontas pintadas de loiro e com aparelhos nos dentes.
A entrevista seguiu ao som de muitos “aí” e “tipo assim”. Vez ou outra Mariana soltava um grito estridente e gesticulava bastante para contadas todas as suas histórias. E ao falar da idade então? “Eu tenho 15, mas pode falar que é 16, porque meu aniversário é em outubro, já tá chegando!” Primeiro detalhe: estamos no mês de março. Segundo detalhe: eu também faço aniversário em outubro e não saio por aí falando que tenho 31.
Como cresci em Andradina, cidade em que Mariana mora, ela tem hoje os mesmos professores que eu tive no ensino médio. E eles não mudaram em nada, pelo que pude apurar. Os conhecidos também são os mesmos e me lembraram de como o tempo passa...
O namorado de Fernanda, amiga da Mari que também participou da entrevista, é primo de uma das meninas que era da minha tchurma. Me lembro dele com três anos de idade com um terninho todo impecável no aniversário de 15 anos da prima. Outra surpresa foi ver que já peguei no colo, inclusive dei mamadeira, para outro amigo delas.
Percebi sim que o tempo passa, mas desta vez não tive dor no coração. Passar a tarde com elas me fez ver quais são os valores que eu quero ensinar para minha filha que vai nascer em breve. Me fez esquecer meus problemas pessoais e me lembrar do lado bom que a profissão de jornalista ainda me reserva. Me fez lembrar de uma época na qual não existia aluguel, conta de cartão de crédito e nem mesmo conta em banco. Uma época em que minha grande preocupação era saber com que roupa eu ia sair no final de semana.
A espontaneidade da Mariana é algo peculiar. Ela fala o que pensa, na hora que quer, do jeito que quer e não liga para o que os outros vão falar. Foi bom perceber que eu era assim e é deste jeito que eu quero que minha filha seja. Só quero que a Juju estude um pouco mais do que a Mari... (minha única ressalva).
Mesmo sem saber o paradeiro da maioria das meninas e dos meninos que eram da minha tchurminha, são pessoas que eu vou guardar para sempre no meu coração e que de alguma forma contribuíram para o meu crescimento pessoal. A nostalgia do momento me fez lembrar como era gostoso dormir na casa da Thaís, nadar na casa da Joice, fazer churrasco na Mariana, ir para a fazenda em Guaraçaí, ir para o rancho em Pereira Barreto, tomar porre de vinho e acabar com a garrafa de gim da tia Dagmar.
Às meninas que eu entrevistei, muito obrigada do fundo do coração, por terem compartilhado comigo suas histórias e por terem me proporcionado algumas das minhas horas mais agradáveis nas últimas semanas. Àqueles que de alguma forma fizeram parte da minha adolescência, também muito obrigada por terem protagonizado junto comigo algumas das histórias mais legais que hoje compartilho com minhas primas, com as sobrinhas das minhas amigas e com certeza compartilharei com a minha filha.
Minha primeira parada foi na casa da minha prima Beatriz. Hoje com 14 anos, ela foi a primeira pessoa em quem eu pensei para falar de adolescência. O mais legal foi que ela e as amigas me atenderam de prontidão, responderam tudo o que eu perguntei e no final da contas ainda comemos bolo de chocolate!
Bia e suas amigas são quietinhas, comportamento próprio da idade mesmo, mas gostei de ver que todas elas têm a cabeça no lugar, conversam com suas mães sobre sexo e tiram suas dúvidas a respeito disso. Pensam em futuro, em faculdade, em casamento.
Depois fui conversar com a Mariana, sobrinha da minha amiga Léia. Estava ela lá, cheia de vida, com o cabelo liso escorrido por conta de uma escova progressiva, as pontas pintadas de loiro e com aparelhos nos dentes.
A entrevista seguiu ao som de muitos “aí” e “tipo assim”. Vez ou outra Mariana soltava um grito estridente e gesticulava bastante para contadas todas as suas histórias. E ao falar da idade então? “Eu tenho 15, mas pode falar que é 16, porque meu aniversário é em outubro, já tá chegando!” Primeiro detalhe: estamos no mês de março. Segundo detalhe: eu também faço aniversário em outubro e não saio por aí falando que tenho 31.
Como cresci em Andradina, cidade em que Mariana mora, ela tem hoje os mesmos professores que eu tive no ensino médio. E eles não mudaram em nada, pelo que pude apurar. Os conhecidos também são os mesmos e me lembraram de como o tempo passa...
O namorado de Fernanda, amiga da Mari que também participou da entrevista, é primo de uma das meninas que era da minha tchurma. Me lembro dele com três anos de idade com um terninho todo impecável no aniversário de 15 anos da prima. Outra surpresa foi ver que já peguei no colo, inclusive dei mamadeira, para outro amigo delas.
Percebi sim que o tempo passa, mas desta vez não tive dor no coração. Passar a tarde com elas me fez ver quais são os valores que eu quero ensinar para minha filha que vai nascer em breve. Me fez esquecer meus problemas pessoais e me lembrar do lado bom que a profissão de jornalista ainda me reserva. Me fez lembrar de uma época na qual não existia aluguel, conta de cartão de crédito e nem mesmo conta em banco. Uma época em que minha grande preocupação era saber com que roupa eu ia sair no final de semana.
A espontaneidade da Mariana é algo peculiar. Ela fala o que pensa, na hora que quer, do jeito que quer e não liga para o que os outros vão falar. Foi bom perceber que eu era assim e é deste jeito que eu quero que minha filha seja. Só quero que a Juju estude um pouco mais do que a Mari... (minha única ressalva).
Mesmo sem saber o paradeiro da maioria das meninas e dos meninos que eram da minha tchurminha, são pessoas que eu vou guardar para sempre no meu coração e que de alguma forma contribuíram para o meu crescimento pessoal. A nostalgia do momento me fez lembrar como era gostoso dormir na casa da Thaís, nadar na casa da Joice, fazer churrasco na Mariana, ir para a fazenda em Guaraçaí, ir para o rancho em Pereira Barreto, tomar porre de vinho e acabar com a garrafa de gim da tia Dagmar.
Às meninas que eu entrevistei, muito obrigada do fundo do coração, por terem compartilhado comigo suas histórias e por terem me proporcionado algumas das minhas horas mais agradáveis nas últimas semanas. Àqueles que de alguma forma fizeram parte da minha adolescência, também muito obrigada por terem protagonizado junto comigo algumas das histórias mais legais que hoje compartilho com minhas primas, com as sobrinhas das minhas amigas e com certeza compartilharei com a minha filha.
Dani,muito tempo né???Realmente o tempo passa...mês passado fui a Andradina,depois de quase 4 anos sem ir e me bateu uma saudade do tempo que não existia tais preocupações que citou rs.Mas percebi que muita coisa ainda continua a mesma,típico de cidade do interior rs.Fui a sorveteria que costumávamos ir aos domingos e me deparei com esta realidade,os meninos,filhos do dono,hoje moram fora.Aquela menininha,está fazendo mestrado...
ResponderExcluirEra tudo muito bom!